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[REVIEW] Nós assistimos Aves de Rapina!

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[Antes de começar esse review, gostaria de dizer aqui que todo o hate desnecessário que Aves de Rapina está tendo apenas por ser um “filme de mulheres” é uma das coisas mais idiotas e nojentas que eu já vi em todos esses anos de internet].

Aves de Rapina (e a Fantabulosa Emancipação da Tal Arlequina) é o novo filme da DC Comics, que retrata o caminho seguido por Arlequina depois do tortuoso Esquadrão Suicida (sim, esse é um filme onde a personagem de Margot Robbie é a protagonista na maioria do tempo e as Aves de Rapina aqui fazem uma ponta como coadjuvantes).

E caso por conta disso você torça o nariz e comece a reclamar do filme antes mesmo de assisti-lo, eu posso explicar aqui porquê o longa pode ser considerado um dos melhores filmes dessa nova fase da DC Comics.

Tudo começa quando a Arlequina e o Coringa (Jared Leto) terminam (o que parece ter sido uma decisão dele), fazendo com que a personagem caia numa bad daquelas e tente esquecer o palhaço focando em outras coisas. Essa parte ficou bem bacana no filme, já que eles usaram uma animação bem “cartoon” mesmo pra mostrar a relação dos dois, inclusive com a Arlequina sendo retratada com seu traje clássico.

E para seguir seu próprio rumo e se libertar do Coringa, Arlequina começa a trabalhar para Roman Sionis (Ewan McGregor), vulgo Máscara Negra, um chefão da máfia de Gotham que comanda a cidade após a morte da família Bertinelli. E é um dos muitos empreendimentos do vilão, que ela conhece a cantora Dinah Lance (Jurnee Smollett-Bell), entretendo Sionis e seus convidados como atração principal da boate do vilão.

Como disse antes, com a morte dos Bertinelli, Sionis controla Gotham e claro que a polícia vem investigando o caso de perto. É ai que entra em ação a detetive Renee Montoya (Rosie Perez), que monta um dossiê sobre o gangster e pretende prendê-lo, já que Sionis ainda está em busca de uma joia perdida da família, o famoso diamante Bertinelli.

Montoya então força Dinah a trabalhar como “infiltrada” para ela, uma vez que a Canário não quer ser presa junto com o vilão. O que eles não contavam, é que a caçula da família, Helena Bertinelli (Mary Elizabeth Winstead) sobreviveu ao massacre e fugiu para o exterior, finalmente voltando para Gotham para executar sua vingança contra o Máscara Negra.

E no meio desse rolo todo, o diamante ainda é roubado por uma ladrazinha “bate-carteira” chamada Cassandra Cain, que some com a joia. Isso faz Sionis colocar uma recompensa pela cabeça da garota fazendo todos os mercenários de Gotham irem atrás dela, inclusive o seu guarda-costas pessoal, o psicótico Victor Zsasz (Chris Messina).

E aí que entra a Arlequina que tenta de algum jeito proteger a garota e ainda arranjar uma forma de unir todas as mulheres prejudicadas pelo vilão para então dar um fim nele de uma vez por todas.

A conexão entre os personagens é feita justamente por ser uma questão de sobrevivência, uma vez que ninguém ali se conhece e precisa agir junto. E acho que a relação entre elas foi bem desenvolvida durante o filme, mostrando o propósito de cada uma ali. Também é  importante destacar é a atuação de Ewan McGregor, que realmente passa a ideia de vilão ameaçador e abusivo em alguns momentos, que faz odiá-lo de verdade.

E pra completar, não tem como não falar dos efeitos especiais e as cenas acrobáticas desse filme que são algo sensacional, bebendo muito da fonte de filmes de ação mais recentes. Pra você ter uma ideia, equipe por trás da criação das coreografias e lutas presentes em Aves de Rapina é justamente a mesma de John Wick, algo que ainda dá mais destaque para o filme.

Aves de Rapina é uma releitura muito bem desenvolvida do grupo original dos quadrinhos e a adição da Arlequina faz tudo ficar ainda mais estiloso e colorido. Até porquê, esse filme estabelece a personagem definitivamente como o “Deadpool” da DC, abrindo ainda mais espaço para a personagem no futuro dos filmes do DC Extend Universe.

Acredito que as mudanças feitas na equipe possam fazer os fãs mais antigos reclamarem do tom do filme, mas nada que uma boa dose de “bom senso” não resolva. Mas justamente esse tom adotado por ele mostra que um filme de super-heroínas não precisa de frases de efeito “empoderadas” e “lacração” excessiva pra chamar a atenção.

Ele precisa apenas ser bom, ter um roteiro bacana e cenas de ação maneiras como todos os outros filmes de super-herói normalmente tem (e acho que esse filme cumpriu bem o seu papel).

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